Advocacia moderna para empresas e pessoas que buscam mais do que uma resposta jurídica — buscam um parceiro estratégico que entenda o negócio, antecipe riscos e entregue resultados concretos.
O HBC Hackerott, Barzaghi & Ceccotto nasceu da convicção de que advocacia de excelência vai além do domínio técnico. Exige compreensão profunda do negócio do cliente, capacidade de antecipar cenários e coragem para recomendar a orientação mais segura para o cliente.
01
Cada caso é único
Não trabalhamos com soluções prontas. Cada cliente recebe atenção individualizada e uma estratégia construída a partir de seus objetivos reais e do contexto específico do seu negócio.
02
Visão além do jurídico
Nossos sócios combinam formação jurídica de alto nível com experiência executiva e de negócios — o que nos permite enxergar o problema do cliente de forma mais ampla e entregar orientação que vai além da resposta técnica.
03
Transparência em cada etapa
Comunicamos com clareza o que é possível e quais são os riscos. Não prometemos o que não podemos entregar — e assumimos responsabilidade integral pelo trabalho que realizamos.
Assessoria estratégica a empresas nacionais e estrangeiras. Contratos, M&A,due diligence, governança corporativa, reestruturações e suporte jurídico à tomada de decisão nos negócios.
Direito Tributário
Planejamento tributário preventivo e estratégico para empresas e pessoas físicas. Tributação internacional, preços de transferência, contencioso administrativo e judicial e estruturação de holdings.
Planejamento Sucessório e Proteção Patrimonial
Holdings familiares, testamentos, pactos antenupciais e inventários. Blindagem patrimonial com seguros de vida, trusts e fundações no exterior — para famílias empresárias e investidores de alta renda.
Direito Societário
Constituição, estruturação e reorganização de sociedades. Acordos de sócios, entrada de investidores, private equity, mediação de conflitos societários. Atendimento a clientes de diversas nacionalidades.
Direito Trabalhista
Assessoria empresarial consultiva e contenciosa. Prevenção de passivos, contratos, compliance trabalhista, Reforma Trabalhista, terceirização, relações sindicais e representação em todas as instâncias da Justiça do Trabalho.
Compliance & LGPD
Programas de integridade e governança corporativa. Adequação à LGPD, mapeamento de dados, políticas internas, treinamento de equipes e gestão de incidentes perante a ANPD.
Direito Digital
Assessoria especializada na economia digital. Contratos de tecnologia, e-commerce, proteção de dados, Inteligência Artificial, influenciadores digitais, crimes cibernéticos e aspectos jurídicos das startups.
Direito Contratual
Elaboração, revisão e negociação de contratos empresariais, comerciais e internacionais. Minutas, due diligence contratual, gestão de riscos e resolução de disputas.
Direito Imobiliário
Transações imobiliárias complexas, compra e venda, locação empresarial, loteamentos, incorporações e due diligence de imóveis. Estruturação jurídica de investimentos no setor.
Propriedade Intelectual
Proteção de marcas, patentes, direitos autorais e softwares. Licenciamento, transferência de tecnologia, combate à pirataria e assessoria a parcerias de inovação.
Direito Civil e de Família
Divórcio, guarda, alimentos, união estável, inventário e testamentos. Atuação com discrição e sensibilidade às particularidades de cada família e situação pessoal.
Graduado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo — USP. Advogado com mais de 50 anos de experiência, alia sólida formação jurídica a uma trajetória executiva diferenciada, que inclui a presidência de multinacional no Brasil — experiência que lhe confere uma visão estratégica única na interface entre o Direito e o mundo dos negócios. Especialista em consultoria jurídica empresarial, planejamentos tributários, sucessórios e societários, due diligence, mediação de conflitos societários e assessoria em operações de corporate finance. Referência na estruturação de proteção patrimonial, com ampla experiência no uso de seguros de vida e instrumentos correlatos como ferramentas de planejamento sucessório e proteção de ativos. Atua ainda na assessoria a estruturas internacionais de proteção patrimonial, incluindo trusts, fundações privadas no exterior, holdings internacionais e outros veículos utilizados por famílias empresárias e investidores de alta renda para organização, proteção e transmissão de patrimônio de forma eficiente e segura. Presta também assessoria trabalhista consultiva a empresas, orientando na gestão de relações de trabalho, contratos e prevenção de passivos.
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, especialista em Direito Empresarial pela Fundação Getulio Vargas — FGV. Referência em assessoria jurídica a empresas estrangeiras que operam ou desejam se estabelecer no Brasil — com ampla experiência em doing business in Brazil, estruturação de negócios, investimento estrangeiro, constituição de sociedades e navegação no ambiente regulatório brasileiro. Atende clientes de diversos países, oferecendo suporte jurídico integrado desde a entrada no mercado até a gestão societária contínua. Expertise consolidada em planejamentos sucessórios e societários, M&A, governança corporativa e acordos de acionistas. Especialista em Direito Contratual, com vasta experiência na elaboração, revisão e negociação de contratos empresariais nacionais e internacionais — incluindo contratos de distribuição, fornecimento, tecnologia, licenciamento e joint ventures. Pioneiro na assessoria jurídica ao mercado de créditos de carbono no Brasil, atuando na estruturação de projetos e contratos no âmbito do mercado voluntário de carbono. Atua também em assessoria trabalhista consultiva, orientando empresas — especialmente estrangeiras — na gestão de relações de emprego e compliance trabalhista no Brasil.
Formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo — PUC-SP, especialista em Direito Tributário pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas — FGV. Membro do Instituto de Pesquisas Tributárias — IPT. Vasta experiência em consultoria tributária consultiva e contenciosa, atendendo empresas dos setores industrial, comercial, de serviços e tecnologia, no âmbito nacional e internacional. Especialista em planejamento tributário, tributação internacional, preços de transferência, contencioso administrativo e judicial, acompanhamento de fiscalizações e doing business in Brazil para investidores e empresas estrangeiras. Atua também em planejamentos sucessórios e na estruturação tributária de holdings familiares e empresariais. Com experiência em Direito Trabalhista nas vertentes consultiva e contenciosa, assessora empresas na prevenção de passivos, contratos de trabalho, compliance trabalhista e na defesa em reclamações perante a Justiça do Trabalho.
Advogada formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Mestra em Consumo, Cotidiano e Desenvolvimento Social. Pós-graduada em Direito Contratual e em Direito Digital & Compliance. Professora de pós-graduação em Direito Digital e Proteção de Dados. Formação internacional em Propriedade Intelectual pelo Franklin Pierce Law Center (Universidade de New Hampshire, EUA) e pelo Japan Patent Office (Japão). Autora e coordenadora de obras publicadas pela Revista dos Tribunais, com destaque para: Aspectos Jurídicos do E-commerce; Influenciadores Digitais e seus Desafios Jurídicos; Comentários aos Regulamentos e Orientações da ANPD; e Direito Digital — Debates Contemporâneos (coordenada com Carmina Hissa e Paloma Saldanha, obra citada na bibliografia selecionada pelo STJ). Coautora de LGPD — Sua Empresa Está Pronta?, best-seller na Amazon na categoria Governança Corporativa. Articulista da Fenalaw e da Revista dos Tribunais.
Reforma Tributária: impactos práticos no planejamento tributário empresarial
Guilherme Barzaghi Hackerott
→
Fev2025
Sucessório
Holdings familiares: proteção patrimonial e eficiência na transmissão de bens
Guilherme Barzaghi Hackerott
→
Jan2025
Direito Digital
Regulação de Inteligência Artificial no Brasil: o que as empresas precisam saber
Guilherme Barzaghi Hackerott
→
Nov2024
Societário
Acordos de sócios: cláusulas essenciais para proteção dos acionistas minoritários
Guilherme Barzaghi Hackerott
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Experiência Internacional
Doing Business in Brazil
Ao longo de nossa trajetória, assessoramos empresas multinacionais e startups de diversos continentes. Entendemos as expectativas do cliente global e entregamos assessoria com a agilidade e rigor que o mercado internacional exige — em português, inglês e espanhol.
América do Norte·Europa·América Latina·Ásia & Oriente Médio
HBC Hackerott, Barzaghi & Ceccotto Advogados · CNPJ 11.957.881/0001-50 · Última atualização: maio de 2026
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HBC Hackerott, Barzaghi & Ceccotto · Compliance & Direito Digital · Atualizado: maio de 2026
O HBC conta com equipe especializada em Privacidade e Proteção de Dados, com ampla experiência em projetos de adequação à LGPD, ao GDPR e a outras regulamentações nacionais e internacionais.
Contexto Regulatório
A LGPD (Lei n.º 13.709/2018), com sanções vigentes desde agosto de 2021, impõe obrigações a todas as organizações que tratam dados pessoais no Brasil. Sob fiscalização da ANPD, as sanções podem alcançar até 2% do faturamento anual, limitado a R$ 50 milhões por infração.
Nossos Serviços
Projeto de Adequação à LGPD — mapeamento de dados, gap analysis, diagnóstico de riscos e programa de governança em privacidade.
Documentação Jurídica — Políticas de Privacidade, Avisos de Cookies, DPAs, Cláusulas Contratuais Padrão e instrumentos de consentimento.
Gestão de Requisições de Titulares — estruturação de processos para atendimento dos direitos previstos na LGPD.
Resposta a Incidentes — gestão de violações de dados, notificação à ANPD e comunicação aos titulares afetados.
RIPD — elaboração do Relatório de Impacto à Proteção de Dados Pessoais em tratamentos de alto risco.
Treinamento de Equipes — capacitação presencial e online para criação de cultura de proteção de dados.
Adequação ao GDPR — assessoria a empresas brasileiras com operações na União Europeia e a empresas estrangeiras com atuação no Brasil.
Por que o HBC?
Nossa equipe combina experiência em Direito Digital, Compliance e Direito Empresarial, com formação na Fundação Getulio Vargas — FGV e na PUC-SP e experiência em projetos de adequação nos setores industrial, comercial, de serviços e tecnologia — no Brasil e no exterior.
Sua empresa está adequada à LGPD?
Fale com nossos especialistas.
Experiência Internacional
Doing Business in Brazil
Ao longo de nossa trajetória, assessoramos empresas multinacionais e startups de diversos continentes que operam ou desejam se estabelecer no Brasil. Entendemos as expectativas do cliente global e entregamos assessoria com a agilidade e rigor que o mercado internacional exige — em português, inglês e espanhol.
O que oferecemos a empresas estrangeiras
Suporte jurídico completo desde a chegada ao Brasil até a gestão contínua do negócio.
Entrada no mercado brasileiro
Da constituição da sociedade à obtenção de licenças e registros. Acompanhamos a empresa estrangeira em cada etapa de sua chegada ao Brasil com agilidade e segurança jurídica.
Investimento estrangeiro direto
Estruturação de aportes de capital, joint ventures, acordos de acionistas com partes estrangeiras e operações de M&A envolvendo investidores internacionais.
Tributação internacional
Planejamento fiscal em operações transfronteiriças, preços de transferência, tratados para evitar dupla tributação e assessoria a expatriados no Brasil.
Compliance & regulação
Adequação a normas internacionais de integridade, LGPD, GDPR e regulação setorial aplicável a operações globais no Brasil.
Direito trabalhista
Contratos de trabalho para executivos expatriados, gestão de compliance trabalhista e assessoria em relações de emprego sob o regime brasileiro.
Proteção patrimonial
Assessoria a executivos e investidores estrangeiros com ativos no Brasil em estruturas de proteção patrimonial e planejamento sucessório.
Clientes que já assessoramos vieram de
Empresas multinacionais e startups de diversos continentes.
🇺🇸 Estados Unidos🇬🇧 Reino Unido🇩🇪 Alemanha🇫🇷 França🇵🇹 Portugal🇪🇸 Espanha🇮🇹 Itália🇯🇵 Japão🇨🇳 China🇦🇷 Argentina🇨🇱 Chile🇨🇴 Colômbia🇦🇪 Emirados Árabes
Por que empresas estrangeiras escolhem o HBC
01
Atendimento em inglês e espanhol
Comunicação direta e sem intermediários — com clareza, objetividade e sem ruído na tradução jurídica.
02
Conhecemos as expectativas do cliente global
Empresas internacionais têm padrões específicos de agilidade, transparência e governança. Sabemos como atendê-las no contexto jurídico brasileiro.
03
Experiência com todos os portes
De grandes multinacionais a startups em fase de expansão — temos experiência no atendimento a empresas de diferentes portes, setores e culturas corporativas.
Sua empresa quer operar no Brasil?
Fale com nossos sócios. Temos a experiência, o idioma e o conhecimento do mercado brasileiro para acelerar sua entrada com segurança jurídica.
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Tributário · Mar 2025
Reforma Tributária: impactos práticos no planejamento tributário empresarial
G
Guilherme Barzaghi Hackerott
Sócio · Especialista em Direito Empresarial pela Fundação Getulio Vargas — FGV
O novo modelo tributário e seus reflexos nas empresas
A aprovação da Emenda Constitucional nº 132/2023 representou a mais profunda reestruturação do sistema tributário brasileiro em décadas. A substituição gradual de cinco tributos — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — por três novas figuras, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS), impõe às empresas um exercício urgente de revisão de suas estruturas de planejamento tributário.
O período de transição, que se estenderá até 2033, não é apenas uma janela de adaptação operacional. É, acima de tudo, uma oportunidade estratégica: empresas que anteciparem os efeitos da reforma sobre suas cadeias produtivas, contratos de longo prazo e estruturas societárias sairão em vantagem competitiva relevante.
IBS, CBS e IS: o que muda na prática
O IBS substituirá ICMS e ISS, unificando a tributação sobre consumo nos níveis estadual e municipal sob uma base ampla e não cumulativa. A CBS sucederá PIS e Cofins na esfera federal, com alíquota única e regras uniformes. Já o Imposto Seletivo incidirá sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente — cigarros, bebidas alcoólicas, veículos poluentes e afins.
Para a maioria das empresas do setor de serviços, a mudança é particularmente significativa. O fim da cumulatividade do ISS e a adoção plena do crédito amplo podem representar tanto redução de carga quanto aumento, dependendo da cadeia de fornecedores e do perfil de consumidores finais de cada negócio. Somente uma análise caso a caso permite dimensionar o impacto real.
Impactos em holdings, M&A e estruturas societárias
As estruturas de holding serão diretamente afetadas pela reforma. Holdings que prestam serviços intragrupo — como gestão, licenciamento de marcas e propriedade intelectual ou aluguel de imóveis a empresas coligadas — devem revisar seus contratos e modelos de precificação à luz das novas regras de não cumulatividade e dos critérios de creditamento.
Em operações de M&A, a due diligence tributária ganha uma camada adicional de complexidade: passivos relacionados ao regime anterior, posicionamentos sobre creditamento de tributos não cumulativos e a adequação dos contratos de compra e venda ao novo ambiente regulatório precisarão ser cuidadosamente avaliados durante o período de transição.
Adicionalmente, contratos de longo prazo — especialmente em concessões, parcerias público-privadas e contratos de fornecimento — devem ser revisados para contemplar cláusulas de revisão de preços vinculadas à variação da carga tributária efetiva, sob pena de desequilíbrio econômico-financeiro ao longo da transição.
O que fazer agora
A reforma tributária não é um evento futuro: é um processo em curso. Empresas que aguardarem a regulamentação completa para agir estarão em desvantagem. As medidas prioritárias incluem o mapeamento da carga tributária atual por produto e serviço, a revisão de contratos com cláusulas tributárias, a avaliação do impacto no fluxo de caixa durante a transição e o redesenho de estruturas societárias quando necessário.
Assessoria jurídica especializada neste momento não é custo — é investimento. A complexidade da reforma é grande demais para ser gerida apenas por equipes internas, especialmente para empresas de médio porte que não dispõem de departamentos tributários robustos.
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Nossa equipe está disponível para uma conversa inicial sem compromisso.
Sucessório · Fev 2025
Holdings familiares: proteção patrimonial e eficiência na transmissão de bens
G
Guilherme Barzaghi Hackerott
Sócio · Especialista em Direito Empresarial pela Fundação Getulio Vargas — FGV
A holding familiar como instrumento de planejamento
A holding familiar consolidou-se, nas últimas décadas, como um dos mais eficientes instrumentos de organização patrimonial disponíveis ao empresário e investidor brasileiro. Mais do que um veículo societário, ela representa uma estratégia integrada de proteção de ativos, eficiência fiscal e planejamento da transmissão de bens entre gerações.
Em essência, a holding familiar é uma pessoa jurídica — geralmente constituída sob a forma de sociedade limitada ou sociedade anônima fechada — criada para deter participações em outras empresas, imóveis e demais ativos de uma família. Sua criação centraliza a gestão do patrimônio e permite que decisões sobre sua administração e eventual sucessão sejam tomadas de forma organizada, em vida, pelos próprios titulares.
Proteção patrimonial: separando o pessoal do empresarial
Um dos principais objetivos da holding é a proteção patrimonial. Ao transferir bens pessoais para uma pessoa jurídica, o titular os isola do risco empresarial direto. Credores de dívidas pessoais, em regra, não podem alcançar o patrimônio da holding; da mesma forma, dívidas da pessoa jurídica não contaminam automaticamente o patrimônio pessoal dos sócios — desde que respeitadas as formalidades legais e evitada a confusão patrimonial.
É fundamental, contudo, compreender que a proteção patrimonial não é absoluta. O planejamento deve ser feito com antecedência e de forma transparente, pois transferências realizadas em fraude a credores podem ser anuladas judicialmente.
Eficiência tributária na gestão de ativos
Do ponto de vista tributário, a holding apresenta vantagens concretas. Rendimentos de aluguéis recebidos por pessoa física estão sujeitos a até 27,5% de IRPF; na pessoa jurídica, a tributação pode ser estruturada de forma consideravelmente mais eficiente, dependendo do regime adotado. Lucros e dividendos distribuídos entre empresas do mesmo grupo são, em regra, isentos de tributação, o que permite otimizar o fluxo de caixa entre as diferentes estruturas.
Com a Reforma Tributária em curso, a revisão das estruturas de holding tornou-se ainda mais urgente. Novas regras sobre dividendos, juros sobre capital próprio e tributação de lucros no exterior demandam análise criteriosa.
Planejamento sucessório: organizando o futuro em vida
A transferência do patrimônio entre gerações é, historicamente, um dos momentos de maior vulnerabilidade para as famílias empresárias brasileiras. Inventários prolongados, disputas entre herdeiros e a incidência do ITCMD sobre o valor de mercado dos bens são riscos que podem ser significativamente mitigados com planejamento antecipado.
Instrumentos como a doação de cotas com reserva de usufruto permitem que os pais transfiram a propriedade das cotas da holding aos filhos ainda em vida, mantendo o poder de gestão e os rendimentos até o momento que julgarem adequado. Combinada ao pacto antenupcial dos herdeiros e a cláusulas de incomunicabilidade e impenhorabilidade, essa estrutura oferece proteção abrangente contra riscos externos.
O testamento permanece como instrumento complementar relevante, especialmente para bens não transferidos à holding e para orientações sobre a gestão do patrimônio após o falecimento dos titulares.
Quando constituir uma holding familiar
Não existe um patrimônio mínimo para justificar a constituição de uma holding familiar. O critério determinante é a complexidade da situação patrimonial e os objetivos da família. Para famílias com imóveis, participações societárias ou ativos de investimento relevantes, o estudo de viabilidade é sempre recomendado.
O momento ideal é agora — antes que eventos como divórcios, falecimentos ou crises empresariais tornem o processo mais complexo e oneroso. Planejamento patrimonial feito com antecedência é sempre mais eficiente, seguro e econômico do que o realizado sob pressão.
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Direito Digital · Jan 2025
Regulação de Inteligência Artificial no Brasil: o que as empresas precisam saber
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Guilherme Barzaghi Hackerott
Sócio · Especialista em Direito Empresarial pela Fundação Getulio Vargas — FGV
O cenário regulatório atual
O Brasil avança, ainda que em ritmo próprio, na regulação da Inteligência Artificial. O Projeto de Lei nº 2.338/2023, de autoria do Senador Rodrigo Pacheco, propõe um marco normativo abrangente para o desenvolvimento e uso de sistemas de IA no país, com inspiração direta no Regulamento Europeu de IA (AI Act), aprovado pela União Europeia em 2024.
Enquanto o marco legal não é aprovado, o ambiente regulatório é composto por um conjunto fragmentado de normas setoriais — a LGPD, resoluções do Banco Central, da ANS e da ANPD, além de entendimentos do Judiciário em casos envolvendo decisões algorítmicas. Para as empresas, isso significa que a ausência de uma lei específica não equivale à ausência de obrigações jurídicas.
Responsabilidade civil e IA: quem responde pelos danos?
Uma das questões mais complexas e ainda em aberto no direito brasileiro é a responsabilidade civil por danos causados por sistemas de IA. O PL 2.338/2023 propõe uma abordagem baseada em risco: sistemas classificados como de alto risco — aqueles que tomam decisões com impacto relevante sobre direitos fundamentais, como crédito, saúde, emprego e segurança — estariam sujeitos a regime de responsabilidade objetiva do fornecedor.
Para empresas que utilizam IA em decisões de concessão de crédito, triagem de currículos, precificação dinâmica ou atendimento ao cliente, a mensagem é clara: o fornecedor da ferramenta e o operador que a utiliza podem responder solidariamente pelos danos causados a consumidores ou terceiros, independentemente de culpa.
LGPD e treinamento de modelos: onde estão os riscos
O uso de dados pessoais no treinamento de modelos de IA é uma das áreas de maior exposição regulatória para as empresas brasileiras. A LGPD exige base legal adequada para todo tratamento de dados pessoais — e o treinamento de modelos não está isento dessa exigência.
Dados coletados para uma finalidade específica não podem ser reutilizados, sem nova base legal, para treinar algoritmos com finalidade diversa. O princípio da finalidade, combinado ao da necessidade, impõe que o uso de dados para IA seja proporcional e restrito ao mínimo necessário. Violações a esses princípios expõem as empresas a sanções da ANPD que podem chegar a 2% do faturamento, limitadas a R$ 50 milhões por infração.
Obrigações práticas para empresas que usam ou desenvolvem IA
Independentemente da aprovação do marco legal, algumas medidas são recomendadas desde já. Empresas que utilizam IA de terceiros devem revisar seus contratos com fornecedores para incluir cláusulas de responsabilidade, auditabilidade e conformidade regulatória. Devem também mapear as decisões automatizadas que afetam seus clientes e garantir mecanismos de contestação e revisão humana quando exigido.
Empresas que desenvolvem sistemas de IA devem documentar seus processos de desenvolvimento, adotar práticas de privacy by design, realizar avaliações de impacto à proteção de dados (RIPD) e estruturar programas de governança de IA alinhados às melhores práticas internacionais.
A transparência algorítmica — a capacidade de explicar como e por que uma decisão automatizada foi tomada — não é apenas uma demanda ética. É uma exigência legal crescente, e a falta de explicabilidade tende a ser tratada pelos tribunais como indício de responsabilidade.
O que esperar nos próximos meses
A aprovação do marco regulatório de IA no Brasil é questão de tempo. Quando ocorrer, empresas que já implementaram boas práticas de governança terão vantagem competitiva e menor exposição a riscos regulatórios. A preparação antecipada é, como sempre, o melhor investimento jurídico que uma empresa pode fazer.
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Societário · Nov 2024
Acordos de sócios: cláusulas essenciais para proteção dos acionistas minoritários
G
Guilherme Barzaghi Hackerott
Sócio · Especialista em Direito Empresarial pela Fundação Getulio Vargas — FGV
O acordo de sócios como instrumento de governança
O acordo de sócios — ou acordo de acionistas, quando celebrado em sociedades anônimas — é o documento que governa a relação entre os sócios de uma empresa além do que está previsto no contrato social ou no estatuto. É, em muitos sentidos, a constituição interna do negócio: define regras do jogo que valerão quando os interesses dos sócios divergirem, quando um quiser sair, quando um terceiro quiser entrar ou quando a empresa precisar tomar decisões estratégicas complexas.
Para o acionista minoritário, o acordo de sócios não é apenas recomendável — é indispensável. Sem ele, o minoritário está sujeito à vontade do controlador em praticamente todas as decisões relevantes. Com ele, pode garantir direitos que a lei não assegura automaticamente.
Tag along: o direito de sair junto
A cláusula de tag along assegura ao sócio minoritário o direito de vender suas cotas ou ações nas mesmas condições negociadas pelo sócio controlador em caso de alienação do controle societário. Sem essa proteção, é comum que o comprador do controle pague um prêmio significativo pelas cotas do majoritário e adquira as do minoritário por valor irrisório — ou simplesmente os ignore.
Na lei brasileira, o tag along é garantido apenas aos acionistas de companhias abertas (Lei das S.A., art. 254-A), com extensão mínima de 80% do preço pago ao controlador. Para sociedades limitadas e companhias fechadas, a proteção depende de previsão contratual expressa. O acordo de sócios é o instrumento adequado para garanti-la — e para fixar condições mais favoráveis do que o mínimo legal.
Drag along: o direito de arrastar
A cláusula de drag along opera na direção inversa: confere ao sócio majoritário o direito de obrigar os demais sócios a venderem suas participações caso receba uma oferta de compra da totalidade da empresa. Do ponto de vista do investidor ou adquirente, é uma proteção essencial — ninguém quer comprar uma empresa e ficar com um sócio minoritário não desejado.
Para o minoritário, o drag along deve ser negociado com cuidado. Cláusulas bem redigidas incluem proteções como preço mínimo garantido, prazo de notificação adequado e direito de contestar a avaliação da empresa.
Direito de preferência, vesting e não concorrência
O direito de preferência garante que, antes de vender suas cotas a um terceiro, o sócio ofereça a oportunidade de compra aos demais sócios nas mesmas condições. Evita a entrada de estranhos indesejados no quadro societário e preserva o alinhamento entre os fundadores.
O vesting é especialmente relevante para startups e empresas com sócios que ainda precisam "merecer" sua participação ao longo do tempo. Estruturas de vesting bem desenhadas condicionam a aquisição definitiva das cotas ao cumprimento de metas ou ao decurso de prazo, evitando que um sócio que se desliga precocemente carregue consigo uma participação desproporcional ao que entregou.
A cláusula de não concorrência protege a empresa contra a saída de um sócio estratégico que, imediatamente após deixar a sociedade, inicia atividade concorrente levando consigo clientes, conhecimentos e relacionamentos desenvolvidos dentro da empresa. Para ser válida, deve ser limitada no tempo, no espaço e no objeto — excessos podem ser declarados nulos pelo Judiciário.
Como negociar um acordo de sócios equilibrado
O melhor momento para negociar o acordo de sócios é antes de a empresa existir — ou, no mínimo, antes de qualquer conflito surgir. A pressão de uma crise societária distorce a negociação e tende a beneficiar quem tem mais poder de barganha no momento, não necessariamente quem tem razão.
Um acordo bem estruturado não é aquele que favorece uma parte — é aquele que antecipa conflitos, estabelece regras claras e oferece mecanismos eficientes de resolução de disputas. Mediação, arbitragem e mecanismos de compra e venda compulsória (shotgun clauses) são ferramentas que todo acordo moderno deve contemplar.
Antes de assinar qualquer documento societário, consulte um advogado especializado. O custo de um acordo bem feito é sempre inferior ao custo de um conflito societário mal resolvido.
Precisa de orientação jurídica?
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